Ele chegou de um modo inesperado, quase conturbado, um tanto desejado...
Ele encontrou seu lugar na casa, mostrou suas regras e marcou seu território...
Ele era homenageado a cada conquista, a cada ato e aprendia o tanto quanto ensinava...
Ele tinha o olhar doce, o andar engraçado e esparramava-se onde quer que desejasse...
Ele fugia aos aplausos, escondia-se no canto mais frio e, às vezes, enlouquecia...
Ele fez despertar em mim o espírito paterno mais latente...
Ele proporcionou em mim o instinto de defesa que jamais havia experimentado...
Ele era querido por todos, acariciado por todos, mordia a todos...
Ele arrastava pela casa as meias, os cadarços, os chinelos...
Ele esparramava por todos os cantos o que antes era alimento, agora brincadeira...
Ele precisava de outros ares e, nestes casos, jogava-se sem medo...
Ele foi o amigo mais fiel que alguém precisou, em determinado momento...
Ele foi a única alegria que alguém teve, em determinado momento...
E ele se foi... Deixou-nos... Heitor foi morar num céu que é só pra eles, para os amigos mais leais e fiéis.
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