quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

...Heitor...


Ele chegou de um modo inesperado, quase conturbado, um tanto desejado...

Ele encontrou seu lugar na casa, mostrou suas regras e marcou seu território...

Ele era homenageado a cada conquista, a cada ato e aprendia o tanto quanto ensinava...

Ele tinha o olhar doce, o andar engraçado e esparramava-se onde quer que desejasse...

Ele fugia aos aplausos, escondia-se no canto mais frio e, às vezes, enlouquecia...

Ele fez despertar em mim o espírito paterno mais latente...

Ele proporcionou em mim o instinto de defesa que jamais havia experimentado...

Ele era querido por todos, acariciado por todos, mordia a todos...

Ele arrastava pela casa as meias, os cadarços, os chinelos...

Ele esparramava por todos os cantos o que antes era alimento, agora brincadeira...

Ele precisava de outros ares e, nestes casos, jogava-se sem medo...

Ele foi o amigo mais fiel que alguém precisou, em determinado momento...

Ele foi a única alegria que alguém teve, em determinado momento...

E ele se foi... Deixou-nos... Heitor foi morar num céu que é só pra eles, para os amigos mais leais e fiéis.

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